outubro 26, 2012

De volta!!

Posted in apresentação, Mediunidade tagged , , às 9:48 pm por carolyara

Depois de  3 anos sem atualizações, cá estou de volta!
Com a promessa de retomar esse projeto, particular e íntimo.
Quando eu criei esse blog há uns 4 anos atrás a internet era outra.As redes sociais também… eu lia muita bobagem sobre nossa querida Umbanda.

E nessas, eu sentia falta de ter um canto sagrado, onde guardamos nossos aprendizados e tudo de bonito que vivemos com os guias; como um grande relicário. Afinal, eu sempre senti como uma tremenda honra ter sobre a terra essa forma de contato tão intenso e bonito que é a relação das pessoas com os guias e orixás.

Com isso em mente, o relicário de umbanda vinha para preencher essa lacuna minha, pessoal, de ter onde guardar e registrar um pouco desse convívio. E assim, comecei os textos, alguns auto-didáticos, outros mais depoimentos; mas todos com um único foco: o AMOR pela Umbanda e o AMOR que também mora no cerne da Umbanda. Como prova seu hino diz “A Umbanda é paz e amor / É um mundo cheio de luz”.

Bom, para isso, agora que tanta coisa mudou em 3 anos (eu casei, me mudei, agora tenho um pequeno filho etc.) convidei um irmão de fé para manter esse blog junto comigo. Alguém que já caminha, ao meu lado, a mesma sacralidade que sentimos pela Umbanda. Que, para mim, é um irmão de jornada. E, não obstante, sem puxa-saquismos, acaba me enchendo de orgulho por ser meu amigo e meu companheiro. Porque o admiro profundamente, não só por seu lado intelectua, mas por sua sensibilidade íntima, sua decência como ser humano.

Por suas próprias palavras: “Meu contato com a mediunidade – e com a Umbanda – remonta à minha infância. Conta minha mãe que eu, ainda pequeno, a acordava à noite com o barulho de conversas minhas com alguém no quarto. Ela entrava e me via sentado no chão, olhando para um ponto mais alto. Eu falava e dava o tempo de espera da resposta. Quando ela me perguntava com quem eu estava falando, eu respondia que era com o velhinho… não me lembro disso, mas sei que sempre tive a presença e a inesgotável amizade dos meus guias e mentores espirituais.

Na minha visão, o sagrado se manifesta em toda parte e em todo o tempo. E cada cultura a vê segundo a sua visão de mundo, o que não faz com que o sagrado seja, por isso, menos sagrado. Os antigos gregos percebiam a manifestação de um campo sagrado que se referia à justiça e a ela chamavam Zeus… assim como os egipcios a chamavam Mâat… nós a chamamos São Jerônimo, ou Xangô. As forças que nos protegem nos caminhos materiais e espirituais podem ser chamadas Hermes, ou Exu. E o grande campo de luz que representa a fé pode ser chamado Apolo, Jesus, ou Oxalá.

Não digo com isto que devemos sair cultuando Zeus e Apolo – pois, como é de conhecimento geral, “Umbanda é Religião e tem fundamento” – mas sim que percebo um sagrado atemporal e desespacializado. Percebo o culto aos Orixás como uma forma legítima de se vivenciar esse sagrado, cujo objetivo maior é a elevação espiritual daquele que tem fé, procurando refletir e praticar as mensagens recebidas de nossos amados guias e Orixás, e amparados pelo nosso mestre Jesus/Oxalá.

A minha intenção aqui é apenas compartilhar algumas de minhas reflexões, experiências e vivências do sagrado, sem dogmatismos, esperando que elas possam, de alguma forma, ajudar àqueles que também trilham essa senda maravilhosa chamada Umbanda, assim como aos que buscam, de alguma forma, vivenciar o sagrado em suas diversas manifestações.”

 

E  assim vamos juntos, Danilo e eu. Compartilhar desse caminhar aquilo que nos é tão caro e raro.
Esperamos que seja do agrado de todos. Abraços!!!

PS: Às pessos que ao longo desse ano fizeram comentários e que estão aqui para eu aprovar (quase 200), por favor, um pouco de paciência que, com o tempo, coloco tudo em ordem. Abraços!!!

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