abril 13, 2009

Momento de Oração

Posted in 7 Linhas Sagradas, Linhas de Umbanda Sagrada, Preces e orações, Recomendo, Ritual de Umbanda às 12:24 am por carolyara

preceA prece é um instrumento muito bendito criado como comunicação espiritual. Ela não é apenas uma importante parte da liturgia de qualquer doutrina ou religião, mas a tenha também como um momento de pura expressão da Fé. E, portanto, como tal, não exige complexidade ou grandes extensões em versos… porque o mais vale nessas horas é a nossa condição de sentir o que cada palavras pode estabelecer em termos de canal energético e astral.

Na Umbanda, assim como em muitos outros cultos por ai, a oração também pode servir como fonte de estudo e oração. Saber o que se falam para cada Guia e Orixá, em momentos de rezas e dedicações também são excelentes formas de conhecer um pouco mais sobre cada um. Características, conceitos, atribuições.

Foi pensando nisso que resolvi fazer este apanhado de Oração. Primeiro para registrar um incentivo e um destaque ao valor da prece. Para que mais pessoas possam se utilizar dela em seua dia a dia. Segundo porque aprendi muito com as rezas feitas por outras pessoas, em livros ou em sessões, justamente por carregarem um dos principais preceitos da nossa querida Umbanda: o fundamento. NADA, em Umbanda Sagrada é escolhido de forma aleatória ou sem a devida propriedade. O mesmo, então, acontece com as orações. Lê-las e compreendê-las, deixar-nos tocar por seus apelos e emoções, a medida que os olhos percorrem, distraidamente, suas vistas sobre cada um dos seguintes versos, é -sem dúvida nenuma – um modo muito bonito de sentirmos um pouco mais das vibrações que se alcança dentro da Teogonia Sagrada dos Orixás!

PRECE A OXALÁ
Nosso Pai Bondoso e Misericordioso.  Babá Okê, cacubeká… Meu Pai das Colinas, olhai por nós.  Assim como criastes todos os Orixás, Oxalá-Lufã, Oxalá-Guiã, Deus eterno e criador do Universo Celeste.  Dai-nos a vossa bênção.  Ó Divino Mestre, deixai-nos apoiar em vosso cajado de esperança.  Alá, Babá, Orun… Alá, Orixá… Para que vosso Manto Sagrado possa proteger-nos com vossas bênçãos e benevolências.  Orixá Babá… Olorun Ifé… Exê Eú pá Babá… Axé Babá!

PRECE À IEMANJÁ
Poderosa força das águas.  Inaê, Janaína, Sereia do Mar.  Saravá minha Mãe Iemanjá!  Leva para as profundezas do teu mar sagrado.  Odoiá… Todas as minhas desventuras e infortúnios.  Traz do teu mar todas as forças espirituais para alento de nossas necessidades.  Paz, esperança, Odofiabá… Saravá, minha Mãe Iemanjá! Odofiabá…

PRECE A XANGÔ
Senhor de Oyó.  Pai justiceiro e dos incautos.  Protetor da fé e da harmonia.  Kaô Cabecile do Trovão.  Kaô Cabecile da Justiça.  Kaô Cabecile, meu Pai Xangô.  Morador no alto da pedreira.  Dono de nossos destinos.  Livrai-nos de todos os males.  De todos os inimigos visíveis e invisíveis.  Hoje e sempre, Kaô meu Pai.

PRECE À IANSÃ
Oiá… Oiá… nossos passos.  Iansã, Deusa máxima do Cacurucaia… Bamburucena, Rainha, Mãe e Protetora.  Eparrei nossa mãe Divina.  Deusa divina dos ventos e das tempestades.  Deixa-nos sentir também a tua bonança.  Iansã dos relâmpagos, dá-nos uma faísca da tua graça divina.  Eparrei, Eparrei… Oiá!

PRECE A OGUM
Orixá, protetor, Deus das lutas por um ideal.  Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança.  Senhor Ogum, Deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos.  Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam.  Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos.  Patacori… Ogum Iê… Ogum meu Pai, vencedor de demandas… Ogum Saravá Ogum… E que assim seja!

PRECE A OXOSSI
Okê… Okê Cavaleiro de Aruanda! Okê… Rei dos Caboclos e das Matas!  Senhor Oxossi, que as suas matas possas estar  repletas de Paz, Harmonia e Bem-Aventurança.  Meu Pai Oxossi, Rei dos Caçadores, não permita que eu me torne uma presa dos malefícios nem dos meus inimigos. Okê, Okê, meu Pai Oxossi! Rei das Matas de Aruanda.  Okê Arô!

PRECE À OXUM
Canto sereno que assobia, nos regatos lagos e cachoeiras.  Senhora faceira de beleza e ternura.  Protetora das crianças e de todos os que necessitam de tua graça.  Mamãe Oxum, Deusa formosa dos rios.  A Mãe das Águas Doces, acolhe-nos em teu seio, proporciona-nos paz e alegria.  Saravá Mamãe Oxum! Ora Iê Ie!

PRECE A OBALUAIÊ-OMULU
Dominador das epidemias.  De todas as doenças e da peste.  Omulu, Senhor da Terra.  Obaluaiê, meu Pai Eterno.  Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo.  Refoçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar todos os males e infortúnios da matéria.  Atotô meu Obaluaiê! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!

PRECE À NANÃ BURUQUÊ
Mãe protetora de todos nós.  Senhora das águas opulentas.  Deusa das chuvas benévolas.  Deixa cair sobre nós a chuva divina da tua bondade fecunda e infinita.  Salubá Nanã Buruquê! Purifica com tuas forças nossa atmosfera para que possamos ser envolvidos pelos teus olhos maravilhosos.  Salubá Nanã Buruquê! Salubá!

PRECE AOS PRETO VELHOS
Meus benditos Pretos e Pretas Velha.  Meus Santos, guias e espíritos protetores.  Mestres divinos da Linha das Almas.. Abençoai esta casa e os meus passos.  Aplacai as forças dos nossos inimigos.  Meus queridos Pretos Velhos, que a sua candura e bondade recaia sobre nó como o véu do divino amor.  Meus Pretos Velhos, dai-nos a fé, a esperança e a felicidade.  Eu adorei as Almas! Saravá, meus Pretos Velhos!

PRECE AOS CABOCLOS
Do sabiá, ao primeiro trinado,
Ergue-se o homem, ainda cansado,
Do sono dormido e que não descansou.
Caminha até a porta, com muito vagar,
E olhando o infinito, se põe a rezar,
A oração do caboclo (dizer o nome do caboclo)
Que a terra ensinou.
Do sol que renasce, o primeiro clarão,
Clareia o caboclo, que de pé no chão,
Vai outra batalha, sozinho enfrentar.
E assim o caboclo, na luta sem fim,
Caminha ao perfume da flor de jasmim,
Rezando a oração que a terra ensinou.

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abril 12, 2009

Zé Pilintra e Família (Malandros na Umbanda)

Posted in Aprendizado, Baianos, Guias e Orixás, História e Origens, Malandros, Vocabulário e Nomenclaturas às 11:57 pm por carolyara

Seu Zé Pelintra, assim como outros guias que trabalham no Catimbó, trabalha também na umbanda.

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Na medida em que o Catimbó entra na área urbana, território típico da Umbanda, ou mesmo a Umbanda vai para o interior estas duas práticas tem que se encontrar. É neste momento que certamente Zé Pelintra entra para o Catimbó.Isto certamente ocorre nos centros onde pessoas de Umbanda também trabalham com mestres e provavelmente já eram de Umbanda e absorvem o Catimbó em um movimento muito típico da Umbanda que absorve várias Religiões e Culturas.

No Catimbó ele é Mestre, e por ser uma entidade diferente das que são cultuadas na Umbanda, ele não trabalha numa linha específica, porém, sua participação mais ativa seria na gira de baianos e, em alguns casos, na linha da esquerda, como exú. Sua principal marca é ser um espírito “boêmio”, “malandro” e brincalhão e, mesmo assim, trabalha com muita responsabilidade. Seu Zé cobra muito de seus médiuns, cobra por seriedade, entrega, disciplina, dentre outras virtudes.

Na direita ele vem na linha de baianos, fuma cigarro, bebe batida de coco ou simplesmente cachaça. É representado por uma tradicional vestimenta (calça branca, sapato branco, terno branco, gravata vermelha e chapéu branco com uma fita vermelha).

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CARACTERÍSTICAS MARCANTES

A primeira é ser muito brincalhão, gostar muito de dançar, de mulheres e de bebida. Mas é muito comum, também, encontrá-lo mais sério, parado em um canto, assim como sua imagem gosta de representá-lo olhando para o movimento ao seu redor. Contudo, quando ele vira para a esquerda, ele pode vir trajado de um terno preto, calças e sapatos também pretos, gravata vermelha e uma cartola,fumando charutos, bebendo conhaque e uísque, até – em alguns casos – usa uma capa preta. Mas seja do lado que for, você sempre verá um Zé Pilintra coms eu pito (cigarros ou cigarrilhas), um uma bebidinha nas mãos, sempre muito brincalhão e extrovertido.

REPRESENTAÇÃO E ORIGENS

Personagem bastante conhecido seja por freqüentadores das religiões onde atua como entidade,  por sua notável malandragem, Seu Zé tem sua imagem reconhecida como um ícone, um representante, o verdadeiro estereótipo do malandro, ou porque não dizer, da malandragem brasileira e mais especificamente, carioca. Trata-se de uma corrente que, de uma forma ou de outra, permeia o imaginário popular da cultura brasileira e, portanto, carrega suas egrégoras tanto como outras.

Um do seu maior destaque está justamente no fato do Seu Zé ter uma tremenda elegância e competência, mesmo sendo negro (levando em consideração que, para a época em que os negros e brancos viviam praticamente isolados, apesar da existência de uma numerosa população mestiça nas grandes cidades brasileiras, e que desse abismo social implicava também uma grande divisão financeira de classe social). É como se a figura do Seu Zé torna-se representativa da própria dignidade do negro, deixando para trás a idéia de um negro “arrasta-pé”, maltrapilho ou simples trabalhador braçal.

Em sua origem, Seu Zé torna-se famoso primeiramente no Nordeste… Primeiro como freqüentador dos catimbós e, depois como entidade dessa religião. Vale destacar aqui que o Catimbó está inserido no quadro das religiões populares do Norte e Nordeste e traz consigo a relação com a pajelança indígena e os candomblés de caboclo muito difundidos na Bahia.

Conta-se que ainda jovem era um caboclo violento que brigava por qualquer coisa mesmo sem ter razão. Sua fama de “erveiro” vem também do Nordeste. Seria capaz de receitar chás medicinais para a cura de qualquer mal, benzer e quebrar feitiços dos seus consulentes. De acordo com Ligiéro (2004), Seu Zé migra para o Rio de janeiro onde se torna nas primeiras três décadas do século XX um famoso malandro na zona boêmia carioca, a região da Lapa, Estácio, Gamboa e zona portuária. Segundo relatos históricos Seu Zé era grande jogador, amante das prostitutas e inveterado boêmio.

zepelintra

Contudo, há outra história que conta que Seu Zé teria nascido no povoado de Bodocó, sertão pernambucano próximo a cidadezinha que leva o nome de Exu, à qual segundo o próprio Zé Pilintra quando manifestado numa mesa de catimbó, foi batizada com este nome em sua homenagem, já que sua família era daquela região antes mesmo de se tornar cidade. Fugindo da terrível seca de meados do século passado que abatia todo o sertão, a família do então “José dos Santos” rumou para a Capital Recife em busca de uma vida melhor, mas o destino lhe pregou uma preça que culminou com a morte da mãe, antes mesmo que o menino Zé completasse 3 anos. Logo em seguida, morreria seu pai de tuberculose.

José então ficou orfão e teve que enfrentar o mundo juntamente com seus sete irmãos menores. Cresceu no meio da malandragem, dormindo no cais do porto e sendo menino de recados de prostitutas. Sua estatura alta e forte granjeou-lhe respeito no meio da malandragem. Conta-se que, certa vez, Zezinho, como também era conhecido, teve que enfrentar cinco policiais numa briga no cabará da Jovelina, no bairro de Casa Amarela. Um dos soldados recebeu um corte de peixeira no rosto que decepou-lhe o nariz e parte da boca. Doze tiros foram disparados contra Zezinho, mas nenhum deles o atingiu. Diziam que ele tinha o corpo fechado. Antes que chegassem reforços, Zezinho já tinha fugido ileso, indo se esconder na casa do coronel Laranjeira, um poderoso usineiro pernambucano, protetor do rapazote e família. Em decorrência deste episódio, Zezinho ganhou o apelido de Zé Pilintra Valentão, nome esse dado pelos próprios soldados da polícia pernambucana. Pilintra significa pilantra, malandro, janota etc. Assim, entre trancos e barrancos, Seu Zé consegue fazer fama na cidade de Recife e criar seus irmãos até a maior idade.
Quanto a sua morte, autores descordam sobre como esta teria acontecido. Afirma-se que ele poderia ter sido assassinado por uma mulher, um antigo desafeto, ou por outro malandro igualmente perigoso. Porém, o consenso entre todas essas hipóteses é de que fora atacado pelas costas, uma vez que pela frente, afirmam, o homem era imbatível.

Para Zé Pelintra a morte representou “um momento de transição e de continuidade”, afirma Ligiéro, e passa a ser assim, incorporado à Umbanda e ao Catimbó. Todavia, a principal história que seu Zé Pelintra quer escrever, é a da caridade, tanto aquela que ele dedicou aos seus entes queridos e pares de sangue, como também àqueles em que deveu um auxílio e apoio mútuo quando em vida. É assim que seu Zé Pelintra, hoje ao lado do espírito dos seus irmãos e irmãs em vida, formaram uma bela Falange de malandros de luz, que vêm ajudar aqueles que necessitam.

FAMÍLIA PILINTRA

Além do Zé Pilintra, há espíritos mentores, como ele, também conhecidos como Antônio Pilintra, Maria Pilintra, João Pilintra, Joana Pilintra, Mané Pilintra e Rosa Pilintra. Mas ainda, há suas qualidades de Zé Pilintras viradas na esquerda, que ganham atributos específicos da vida do Seu Zé, como Seu Zé Malandrinho, Seu Malandro, Malandro das Almas, Zé da Brilhantina, Malandro da Madrugada, Zé Malandro, Zé Pretinho, Zé da Navalha, Zé do Morro, e por aí vai. Só vale ressaltar que os Malandros não são exus, embora venham na Linha de Esquerda. Ao contrário dos Exus que estão nas encruzilhadas, encontramos os malandros em bares, subidas de morros, festas e muito mais.

Aqui, gostaria de fazer uma especial contribuição sobre uma Guia, muuuuuito importante na minha vida mediúnica. A baiana que eu trabalho desde o meu primeiro dia de Filha de Santo, na Umbanda, Sra. JOANA PILINTRA! Trabalho com ela há 5 anos e desde então, aprendi muito com suas histórias. Em vida, foi mãe de 3 filhos. Trabalhou nas louvas de Milho enquanto o marido foi tentar a sorte no ciclo da borracha, nos seringais. Ela sempre se intitula devota de Nossa Senhora da Glória. Solitária mas muito bonachona, penso na Joana quando penso naquelas mulheres de avental, saia, blusa de campanha e lenço na cabeça. Mulher da Lida!! Mão calejada do trabalho da roça e de casa. Mas, a noite, depois do banho, era Senhora Vaidosa. Sempre em seus vestidos de tecidos muito simples mas rendeiros, Joana só se dedicava, ora aos filhos, ora a comunidade. ‘Rezedeira’, como ela mesma diz, era daquelas que conhecia todo mundo, que era chamada pra ir na casa de todo mundo, mas particularmente na dela, ela não gostava de receber. Dona de uma generosidade sem fim, ao mesmo tempo que ela pode ser carinhosa e  cuidadosa, também já a vi dura e rígida. Como mãe que dá a palmatória certa nas horas que tem que dar. Sua fala é comprida… adora uma boa prosa. Mas quando dá pra falar curto e grosso… hummm. Segura! A língua fica maior do que a boca.

Acho que aprendi com ela e com a Família Pilintra esse lado, ri para resistir!!

Dançar, beber e brincar, sem abusar. Porque a vida não é feita só de excessos… é também senhora da moderação.  Com eles, percebi quanto dessa luta e dessa gana sou capaz de reinventar, todos os dias, para eu mesma suportar as peripécias que esse mundo dá. E, ao mesmo tempo, fazer da aflição do outro, um motivo de se motivar e prosseguir, como quem trilha sua própria tristeza e avança. Porque vê no outro e projeta na caridade e generosidade alheia a mesma dedicação e o mesmo esforço que tanto precisa ter e desenvolver na vida para dignar a si mesma.

TIRA TEIMA:

  • Comida: carne seca com farofa ou escondidinho de macaxera, que é o mesmo que mandioca. (Na esquerda, acrescentar pimenta vermelha)
  • Bebida: Cerveja branca bem gelada
  • Locais de vibração: Subida de Morros, Cemitérios, bares, zonas portuárias, áreas boêmias
  • Cor: Vermelho e Branco ou Preto e Branco, ou ainda somente o Preto

Salve seu Zé Pilintra!
Saravá a Família Pilintra!!
Salve a corrente dos Malandros! !!

zepilintra

FONTES DE PESQUISA
http://www.imagick.org.br/zbolemail/Bo08x07/BE07x08.html
http://www.zepelintra.com.br/
http://povodearuanda.blogspot.com/2006/12/z-pelintra.html
http://www.terreirodeyansa.hpg.ig.com.br/zepelintra.htm
http://www.povodesanto.com.br/catimbo/My_Homepage_Files/Page66.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9_Pelintra

Aruanda Sagrada

Posted in Guias e Orixás, História e Origens, Mediunidade, Teogonia de Umbanda, Vocabulário e Nomenclaturas às 10:25 pm por carolyara

Aruanda

“Caboclo pegue a sua flecha, pegue o seu bodoque, que o galo já canto.
O galo já cantou na Aruanda, e Oxalá te chama para sua banda, auê caboclo”.

“Se meu Pai é Ogum, vencedor de demandas ele vêm de Aruanda pra salvar filhos de Umbanda”.

Quem aqui que acessa este blog não se lembra de uma novela de enorme sucesso na Rede Globo chamada A Viagem? Escrita por Ivani Ribeiro, com colaboração de Solange Castro e direção de Wolf Maya, que teve como base de inspiração para a trama, o livro Nosso Lar… Obra psicografada pelo famoso médium Chico Xavier, ditado pelo espírito André Luiz.

Nessa novela, conhecemos e aprendemos um conceito muito importante às Doutrinas Espíritas (fundamentadas ou não por Allan Kardec), chamo de: Colônia Espiritual. Nosso Lar é o nome de uma região do mundo espiritual, para onde são levados alguns espíritos desencarnados, segundo sua determinada evolução. Lá, há formas de organização dessas colônias espirituais, com construções de trabalho (como casas de repouso para os recém desencarnados), sistema de transporte perispiritual e até verdadeiros Ministérios de Trabalhos.

Com base nesse conceito, podemos começar a entender também, o que é Aruanda!

Aruanda pode ser considerada uma enorme cidade de luz etéria que orbita a estratosfera da TERRA, similar a cidades nórdica de ASGARD. Diferente de uma colonial espiritual (mas, ao mesmo tempo, similar) ARUANDA se configura da mesma forma na órbita da Terra há milhares de anos e também representa um ponto como se fosse um Portal de acesso para o nosso plano. De  lá, diversos Guias de Luz e Irmãos da Espiritualidade desenvolvem suas atividades de ajuda a humanidade e a biosfera de uma forma geral.

Como uma “Morada dos Orixás”. Mas aqui é importante dizer que é uma morada dos GUIAS que trabalham na irradiação e na linha de energia e vibração dos Orixás, já que o conceito de orixá não pode ser reduzido ao conceito de um espírito. Mas os Guias podem. Os Guias de Umbanda são espíritos que já existiram sobre a terra, como qualquer outro ancestral em evolução. Os que ainda tem um grande serviço a prestar a humanidade e que escolheram o caminho de Umbanda Sagrada (como espíritos de caboclos, pretos-velhos, crianças marginalizadas da sociedade brasileiro do início do séc XVIII, que mesmo após o desencarne, também sofreram um outro tipo de preconceito e discriminação, que é justamente a recriminação espiritual; tão bárbaro e dantesco quanto o material) para isso, são espíritos que tem suas moradas em cidades como Aruanda, que tem a função de dar sustentação a esses irmãos que já estão dentro da luz, mas que ainda precisam terminar seus compromissos de evolução sagrada, pelos caminhos do Culto aos Orixás.

Colonia EspiritualARUANDA representa o foco direto dos trabalhadores que interagem em todos os planos da Terra, desde o foco humano ate o reino mineral, através de seres que já encarnaram na Terra e tem uma missão de resgate para com a mesma. A atuação de Aruanda possui um ponto de comunicação, que é o foco de interface com os Orixás que estão ligados ao Pai Maior.

Assim, é possível dizer que hoje, Aruanda possui uma população média de 7 milhões de Irmãos Espirituais , que estão a serviço da libertação e ajuda a humanidade e aos seres que ainda estão presos no Umbral e nos planos intraterrenos, mas que por caminhos espíritas tradicionais, tão somente, ainda não conseguem nem um acesso a suas faixas de vibração inferior, nem uma abordagem tão direta e efetiva de contato com o plano material.

E, para isso, esses 7 milhões de irmãos que lá estão acabam atuando em diferentes áreas da Terra, que aqui, irá se manifestar dentro de muitas linhas de Umbanda. Para, assim, conseguirem se comunicar com a nossa civilização. A mais conhecida é através do processo mediúnico, onde entidades supostamente desencarnadas estão ajudando as pessoas dentro do espiritismo e espiritualismo, por intermédio da incorporação.
Portanto, podemos entender Aruanda como um local de paz e de trabalho em prol da espiritualidade, comprometidos com as hierarquias de amor e de luz do Pai Maior.

E desta forma, como cada cidade de certa forma tem uma relação com setores específicos da Terra e com suas culturas, Aruanda, por exemplo, estabelece sua ligação com as antigas culturas ancestrais. Assim os povos que passaram a cultuar o espiritualismo, como no Brasil e na África, passaram a ter contato com os irmãos dessa Cidade, que representa um portal de comunicação com o astral, da mesma forma que outras culturas fizeram de acordo com suas bases religiosas. Daí a enorme propensão da base religiosa de Umbanda Sagrada ser alicerçada na Miscigenação e nas variadas expressões culturais.

Cada Irmão Espiritual que se manifesta com a humanidade, proveniente dessas Cidades, um total de aproximadamente 33 cidades, é na verdade um enviado da Luz, que dentro de seu plano emocional e intelectual, está despertando para uma nova realidade e através da ajuda de resgate, que oferece a nós aqui na Terra, acaba também por se despertar.

Por esse motivo os seres que se incorporam normalmente não falam muito dessas cidades, pois são proibidos de entrar sobre o tema que a maior parte da comunidade Espírita e/ou Espiritualista ainda não aceitaria, ou não entenderia, em termos de organização e funcionamento.
Eu, por exemplo, trabalho com o Caboclo Pena Branca… que é tido como uma das entidades que estão no alto comando da cidade de Aruanda. E com ele aprendi que para autorizar ou não um ser humano encarnado ter acesso a essas cidades, o que vai limitar isso, é na verdade o grau de consciência dessa pessoa. Portanto a chave, mais uma vez, está no coração de cada um de nós, o que nós somos realmente, o que fazemos em nossas experiências de evolução moral e espiritual; pois, o cartão de visitas é a nossa emanação de luz e de amor.

aruandapretovelho

Outro lado:

O termo Aruanda também designado a vibração energética de determinada falange espiritual do grupamento de espíritos que operam na Umbanda. E, por isso, tratar-se-ia de um nome de origem nos povos da África.

Assim, há quem acredita que a utilização deste nome pelos espíritos trabalhadores da Umbanda não quer dizer que, na verdade, exista uma “Aruanda espiritual” realmente, ma sim uma corrente de vibração espiritual a que se pertence àqueles espíritos. Exemplo: Pai Benedito de Aruanda. Designar desta forma significaria dizer que o Guia trabalha com a energia da falange espiritual que opera com o padrão vibratório de “Aruanda” e da falange umbandista conhecida como Pai Benedito, que possui características diferentes de, por exemplo, uma conhecida como Pai Joaquim.

Seja como for, na prática, acredito que não haja divergência entre ambas as perspectivas, uma vez que toda colônia espiritual está localizada, segundo a decodificação kardecista, em uma faixa de padrão vibratório. Portanto, vinda de uma colônia ou não, a Energia de Aruanda é única, ela tange as mais fortes esferas divinas, de onde vem a irradiação dos Orixás

Fontes pesquisadas:

março 18, 2009

Visão dos Orixás

Posted in 7 Linhas Sagradas, Guias e Orixás, Linhas de Umbanda Sagrada, Recomendo às 4:07 am por carolyara

[Mais um texto da série “os mais populares da internet”; porém, muito didático para conhecer um pouco dos Orixás! Além de ser também umd os meus favoritos, porque foi exatamente assim que eu fui tocada pela Umbanda…]

Numa praia deserta caminhava um filho de fé…
Atormentado por suas mágoas e provações, buscava por um alento um consolo.

praia-tarde

Buscava forças e um sinal de esperança, para poder continuar lutando… Olhava fixamente para as águas do mar, as ondas se quebrando, vindo do horizonte aos seus pés se esparramar… Uma lágrima entristecida cobriu-lhe a face, seu coração apunhalado pelas intrigas e maldades dos seus irmãos, já se tornava insuportável…

“Então”…
Quando percebeu, já estava distante, foi quando notou que já estava entardecendo…

O vento soprou em seu rosto e veio a sua intuição.

A Senhora dos Ventos, Mãe Iansã, e a saudou com alegria e sentiu suas magoas serem levadas pelo vento, a paz começou a renascer…

iansa


Olhou para o poente e viu no céu as nuvens avermelhadas, então com grande força saudou o Senhor das Demandas, seu Pai Ogum, e aos poucos o peso que lhe afligia se quebrava,  e continuou caminhando…

saojorge

Observou na beira das águas doce que desembocavam no mar, peixinho dourado a cintilar, foi então que seu coração se encheu de doçura e saudou Mamãe Oxum, que o abençoava com seu sagrado e divino manto…

nossasenhora

Aos poucos, leves gotas de chuva tocaram a sua pele e a paz de espírito e o amparo que sentiu ao pisar na lama da areia misturada com água da chuva, que o fez lembrar-se de Nanã Buruque, com sua lama sagrada, aliviou por completo suas dores causadas pelos tormentos materiais e espirituais, e a saudou com grande festividade…

nana

Perdido em seus pensamentos o filho de fé, caminhava fascinado, quando de repente a brisa tocou seus cabelos e junto com elas trouxe folhas da mata distantes. Sem hesitar saudou Pai Oxossi, e pediu em sua mente que aquelas folhas lhe purificassem e o livrassem de todos os sentimentos impuros.

caboclo

Sua concentração foi interrompida ao ver um raio iluminar o céu, e ouviu um alto estrondo de raio e trovão a explodir nas pedreias… Logo lhe encheu o peito de coragem. “Kaô Kabecilê”, e sentiu a mão forte do seu pai Xangô, então confiante, não mais sofria pelas injustiças, pois seu pai lhe protegia…

xango

Então admirado, sentou-se à beira mar, olhou para o céu e viu uma constelação, e lembrou-se das almas benditas e dos adoráveis pretos velhos e, sem se esquecer do bondoso Pai Obaluaê, que aos poucos com seu fluido curava as chagas do seu corpo e espírito…

omulu

Fixou o olhar no céu, e nas nuvens brancas a rodear as estrelas e uma delas brilhava e cintilava,  como se fosse o centro do Universo, então humildemente, nosso irmão de fé agradeceu a Pai Oxalá por ter lhe dado o Dom da Mediunidade. E poder levar alento e paz aos irmãos necessitados…

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Então um perfume exalava de dentro do mar, eram rosas perfumadas que chegavam até ao seus pés, e foi ai que avistou Mãe Iemanjá, seu coração não se continha de tanta alegria, sua mãe o amparava e o confortava, e veio a sua mente…

iemanjá

“A elevação do filho de fé… Não está na força ou sabedoria, mas sim em seu coração. Porque ele pode saber pouco ou não ter força alguma. Mas sente a essência e o fundamento da verdadeira Umbanda… Paz, Amor e Caridade!!!”

Hino da Umbanda

Posted in Pontos Cantados, Preces e orações às 3:37 am por carolyara

Porque para um bom blog umbandista, o Hino da nossa Querida Umbanda Sagrada, não podia faltar, né?

Refletiu a Luz Divina
Com todo o seu esplendor
É do reino de Oxalá
Onde há Paz e Amor
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para todos iluminar
A umbanda é Paz e Amor
É um mundo cheio de luz
É a força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz
Avante Filhos de Fé
Como a nossa lei não há.
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá!
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá!

PRECE DE ABERTURA DOS TRABALHOS

Posted in Guias e Orixás, Mediunidade, Preces e orações, Ritual de Umbanda às 3:29 am por carolyara

“Pai Misericordioso e Justo, Criador do Universo, lançai as vossas bênçãos sobre os vossos filhos em Vosso Sagrado Nome, vão executar neste terreiro, em benefício dos seus irmãos, também Vossos filhos. Pai Misericordioso e Justo, daí permissão aos Espíritos de Luz, aos Irmãos superiores, aos Anjos, aos Santos, aos Orixás e Chefes de Falange e seus comandados, aos Caboclos e Pretos Velhos, espíritos do mar, dos rios, das fontes e das cachoeiras, a todos os espíritos puros e purificados, que lancem sobre este terreiro as suas irradiações salutares, seus fluidos regeneradores, tudo em benefício dos que aqui vem em busca de alívio, socorro e cura para seus sofrimentos físicos e espirituais. Oxalá, poderoso e chefe de bondade, lançai sobre nós os vossos influídos, infundindo em todos nós a resignação, a boa vontade e a fé para desempenharmos as nossas tarefas. Anjos da guarda, Guias e Protetores, derramai a Vossa influência sobre os médiuns aqui presentes, para que possuídos da vossa energia, possam eles transmiti-la aos irmãos necessitados de amparo. Espíritos de luz, daí aos médiuns a vossa força para que eles a possam transmitir aos irmãos que tanto necessitam recebê-la. Que as forças do Universo, sob a ação dos Irmãos, dos Guias, dos Protetores e dos Anjos da Guarda, venham a se derramar luminosas, benéficas e fortes neste ambiente, para que ele fique completamente iluminado e purificado com o afastamento dos elementos perturbadores da Terra e do Espaço. Que assim seja…”


Aprendi essa prece logo que entrei na Umbanda.

Eu ainda frequentava a assistênica espiritual.

Acho que, o que mais me encantou nela, foi esse sentimento de plenitude.

De coisa coesa, de costura mesmo.

De ver como toda a Magia de Umbanda Sagrada é mais do que dá para olhar.

Gosto do modo como a prece evoca cada Ser e a progressão existente em cada um dEles.

Gosto das sensações que cada palavra me traz quando, ajoelhada, vibro para cada frase.

Principalmente quando dá para sentir alguns trechos de forma até bem literal.

E, de tudo, o que mais me apaixona nesta prece é o poder de sua egrégora.

Por ser a mesma prece, a mesma força, a mesma energia a ser evocada todos os domingos.

Na mesma hora, pelo mesmo espaço de tempo, com a mesma finalidade, há anos.

Por essas e outras que eu, humildemente, aconselho a todos, que caminham na vida espiritual.

Aprendam a rezar… criem suas preces e as repitam com todo coração, até decorar.

Vocês verão a força de que uma egrégora é capaz!

Mensagem de um Caboclo

Posted in Aprendizado, Caboclos, Guias e Orixás, Recomendo às 3:20 am por carolyara

(Texto amplamente difundido pela Internet, mas que particulamente, eu gosto muito!)

Caboclo Ubirajara - Peito de Aço

Caboclo Ubirajara - Peito de Aço

Por mais longa que seja a caminhada…
Por mais íngreme que seja o caminho…
Por mais pedras e obstáculos que possas encontrar…

Não desistas!

A convicção na certeza de alcançarmos nossos objetivos, nos fará suportarmos todas as intempéries e incertezas que o futuro nos indicar. Pois, somente assim, ao raiar de um novo dia, conseguiremos ver a brilhante luz do sol, e sentir o calor que só ele produz, a aquecer-nos o coração enrijecido pela noite fria da incerteza e da dúvida.

A confiança no Pai Oxalá, fará com que caminhemos resolutos para o futuro, em busca de nossos objetivos, cumprindo nossas tarefas e, a cada irmão de caminhada estendendo a mão, e doando-nos sem olhar a quem, para quem ou por quem.

Somente assim, diante das provas emergentes que nosso passado nos encaminha à restauração, através do abençoado cadinho da purificação moral, e no agasalho material do corpo, poderemos, como a fênix, ressurgir das cinzas do nosso passado tenebroso, reparando todo o mal que fizemos, e plantando, a cada dia seguinte, a cada instante futuro, a semente do amor ao próximo.

Sigamos em frente, amigos, lado a lado, e através da dedicada e valorosa e indispensável ajuda aos nossos irmãos de caminhada, estendamos-lhes as mãos, a fim de que, na ajuda prestada, também possamos nos ajudar ainda mais, resgatando, assim, nossos débitos pretéritos.

Que o abençoado mestre Oxalá, a todos permita, alçando-nos a novas paragens mentais de regeneração, sejamos mais úteis ao próximo que a nós mesmos, e que assim o fazendo, possamos compreender em definitivo, a grandeza da oportunidade que Dele estamos recebendo.

Muita paz,
Caboclo Ubirajara – Peito de Aço

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Bem… um dos motivos para que gostar tanto deste texto é justamente pela autoria. Conheci, há algum tempo, um falageiro da linha do Seu Caboclo Ubirajara… um dos caboclos mais largos e incrivelmente bravos, de uma doçura sem fim, que eu já vi. Ele tinha um jeitão bem troncudo mesmo, por vezes até meio bruto, áspero… mas era de uma delicadeza engraçada. Profundamente leal aos seus superiores. Imediatamente disponível para todo o tipo de demanda. E fazia das suas bençãos, uma verdadeira chuva de prata (que sim, eu já tive o privilégio de me  banhar)

Hoje, infelizmente, não contamos mais com sua presença “incorporável” em nossa casa, já que sua filha querida deixou de trabalhar lá. Mas as vezes, quando olho para o céu e vejo a Estrela Dalva, ainda me pego pensando nele. Tento fazer dela a minha guia, como ele. Para ver se ganho um pouco dessa presença valente que ele tinha. Agora, espero que Ele esteja “lá nas matas, lá nas grotas funda lá no fim de mundo”.

Okê, Caboclo!

A importância das palmas, do canto e dos tambores na Umbanda

Posted in Assitência Espiritual, Mediunidade, Pontos Cantados, Ritual de Umbanda às 3:03 am por carolyara

Ogãs são os responsáveis pelo canto e pelo toque dos pontos na Umbanda

Ogãs são os responsáveis pelo canto e pelo toque dos pontos na Umbanda.

Neste fim de semana, de retorno as atividades da tenda, novamente, este tema veio muito a tona. A importância de bater palma para acompanhar o toque do atabaque e de cantar as músicas junto com quem comanda os trabalhos.  A energia estava tão densa no começo dos trabalhos e, no geral, as pessoas tão desanimadas que, em um determinado momento, de dentro da gira, até pedi para a assistência ajudar cantando e batendo palmas.

Pensando nisso, me dei conta de como são muitas as culturas que fazem uso da música como forma de se religar com o divino. Não apenas com o som, mas com a dança também. Como expressão sagrada que parece estabelecer, desde os tempos mais remotos, um vínculo mágico e astral com o plano espiritual. E a Umbanda não só reconhece como também faz uso deste mesmo conhecimento primordial. Por isso, a Umbanda também é conhecida como “Magia do Ritmo”.

Todo som produz freqüência de ondas eletromagnéticas que, se vibrada no tom e na cadência certa, pode atingir as mais variadas esferas astrais. Daí a importância dos atabaques (que devem sempre ser recobertos por pele animal e tocado com as mãos), o toque da pele humana (seja dos atabaqueiros, também conhecidos como Ogãs, ou dos presentes, com palmas ritmadas) e os pontos cantados (orações na forma de cântico, com letra e melodia próprias a cada Orixá ou alma trabalhadora da Umbanda).

Assim, se um dia, você estiver de visita a uma casa de Umbanda e lá os trabalhos usarem tambor e palmas, participe!

Doe seu próprio corpo, com palmas e cantos para nos ajudar a não apenas, segurar a corrente espiritual que se sustenta o templo, como também será muito útil no alcance das esferas mais tangíveis do plano espiritual. Com vibrações que estejam em sintonia com os poderes evocados em cada gira.

Não tenha vergonha de soltar a voz. É graça a harmonia das palmas e dos sons que os médiuns se desligam de tudo e concentram-se inteiramente no ritmo dos pontos, facilitando a incorporação de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido momentaneamente. Assim, quem quer experimentar um bom atendimento espiritual, com um médium totalmente entregue na incorporação de um guia, o grande segredo é: cada um pode fazer a sua parte. Mantendo os bons pensamentos e integrado na “Magia dos Ritmos da Umbanda”, todos saem ganhando: os médiuns, a casa e, sobretudo, você!

março 10, 2009

SARAVÁ!!! [Em construção]

Posted in apresentação tagged , , , às 10:35 pm por carolyara

Espero que todos os visitantes deste espaço, sejam sempre MUUUITO bem-vindo! A você que percorre essas linhas, o meu mais saudoso SARAVÁ… Que, para quem não sabe:

SA = Força, Senhor
RA = Reinar, Movimento
VÁ = Natureza, Energia

Considerado um poderoso mantra que pode fixar ou dissipar determinadas vibrações, saravá significa então…

Força que movimenta a natureza!!!
=)

Peço, gentilmente, que possam todos se acomodar e aguardar enquanto vamos construindo este espaço junto! Em breve, muito material para nos movimentar.

Com as bençãos, em primeiro lugar, de Zambe Maior e dos meus Orixás de Umbanda….. Que este seja um espaço onde se guarda relíquias de santos, na forma de vivência e conhecimento, digno dos mais sagrados relicários!

*SALVE*

trecho de um ponto cantado nos templos dos orixás

"Pombinho Branco, mensageiro de Oxalá"

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