outubro 27, 2012

Manjericão

Posted in Encantaria Afro-brasileira, Ervas e banhos, Para defesa e proteção, Pretos-velhos, Recomendo, Relatos e experiências tagged at 2:12 am por daniloepiphanios

O primeiro banho de ervas que um guia, o Pai João da Mina, me sugeriu, foi de manjericão. Eram tempos difíceis para mim. Eu havia perdido uma pessoa muito querida e vinha sofrendo outros diversos golpes da vida. Além das conversas transcendentais que tivemos, repletas de conselhos, de avisos e de muita sensibilidade, Pai João me indicou o tal banho de manjericão, que deveria ser tomado às quartas-feiras.

Porque o manjericão?

O manjericão é originário da Índia, onde é venerado como a planta imbuída de essência divina; é consagrada a Krishna e a Vishnu – os dois são as divindades supremas no Hinduísmo, podendo ser facilmente sincretizados com Oxalá. Por isso, os indianos o utilizam nos juramentos em tribunal, assim como o colocam sobre o peito dos mortos para servir de passaporte ao Paraíso.

Na Antiga Creta ele era atribuído a Afrodite e simbolizava o amor banhado em lágrimas, o que encontramos ainda hoje na Itália, onde o manjericão é oferecido como prova de amor e fidelidade. Assim como no Haiti, onde a planta acompanha a deusa Erzulie, a deusa do amor.

O que se pode concluir é que o manjericão é a erva do amor, não apenas do amor romântico, mas do amor universal; do amor divino. O banho de manjericão, por isso, serva para purificar o corpo físico e o períspirito, afastando as trevas que envolvem o coração e abrindo caminho para a luz que as nossas orações tanto pedem. Abre caminho, assim, para a possiblidade de se refletir sobre os próprios sentimentos – já que a intromissão de energias trevosas foi dissipada.

Se funcionou para mim?

Muito. Mas não adianta achar que o banho de manjericão vai resolver todos os seus problemas. Ele é um instrumento que deve vir acompanhado de oração, muita reflexão e muita disposição em ser uma pessoa cada vez melhor.

maio 26, 2009

Adorei as Almas

Posted in Aprendizado, Guias e Orixás, Mentores, Pretos-velhos at 4:07 am por carolyara

Pretos-velhos na Umbanda

Pretos-velhos na Umbanda

Para falar dos pretinhos-velhos é preciso resgatar uma lamentável época da história da nossa colonização: a escravidão dos negros africanos. As grandes Metrópoles (Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc.) subjulgavam suas colônias, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.

No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês. A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou-nos quatro séculos, do XV ao XIX, de exploração escancarada (entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas). Um contingente que constituiu uma parte considerável da população local.

Desse contexto, é importante perceber como seus cultos eram a forma dos escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A “macumba” era, (e ainda é!) um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos representavam maneiras de aliviar a asfixia da escravidão.

Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir – mesmo de maneira precária – uma união representativa da língua, do culto aos Orixás e aos antepassados e, tornaram-se, assim, um elemento de referência para os mais novos. Quem refletia os velhos costumes da Mãe África. Assim, eles conseguiam preservar e até modificar, no sincretismo, parte importante de sua cultura e sua religião.

Hoje, pensar na corrente das alma – essa linha tão bendita que, humildemente celebramos no mês de Maio – é o mesmo que pensar nessas milhares de espíritos que desencarnaram, cada qual, em situações bastante adversa, mas que hoje voltaram para a prática da caridade e do aprimoramento moral e espiritual. Até porque, muitos eram os que morriam precocemente, daí a missão desses espíritos em dar continuidade em seus adiantamentos, por partirem quando suas missões ainda não estava totalmente cumprida.

Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. A legião de espíritos chamados “pretos-velhos” foi formada no Brasil, como parte integrante e fundamental do Culto aos Orixás.

preto_velhoFormação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda

Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam. O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).

Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.

Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem discorrer sobre conceitos como karma e resignação como ninguém

Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma. Assim como crianças, caboclos e outras Linhas de Umbanda. Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda assim, com essa identidade e afinidade.

O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão.

Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.

Características:

    • Linha e Irradiação: Todos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente
    • Fios de Contas (Guias): Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda
    • E um detalhe curioso: Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
    • Roupas: Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.
    • Bebida: Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
    • Dia da semana: Segunda-feira
    • Planeta regente: Saturno
    • Cor representativa: preto e branco;
    • Saudação: “Adorei as Almas”
    • Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.
      • Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.

Qualidade dos Pretos-Velhos:

agnes-do-santo2A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham. Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:

Pretos-Velhos De Ogum: São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes. São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de “choque”, mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas. São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e “medrosos”.  É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.

Pretos-Velhos De Oxum: São mais lentos na forma de incorporar e até falar.  Passam para o médium uma serenidade inconfundível. Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é “chocar” e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado. São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior.  As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.

Pretos-Velhos De Xangô: Sua incorporação é rápida como as de Ogum. Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais. Passam seriedade em cada palavra dita.  Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.

Pretos-Velhos De Iansã: São rápidos na sua forma de incorporar e falar.  Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas. Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá. Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa.  São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual. Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego.  É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.

Pretos-Velhos De Oxossi: São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas. Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo. Possuem uma especialidade:  A de  receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc…  São verdadeiros químicos em seus tocos. – Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior “químico” – Oxossi.

Pretos-Velhos De Nanã: São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda.  Lenta e muito pesada.  Enfatizando ainda mais a idade avançada. Falam rígido, com seriedade profunda.  Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo. Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo.  Não admite injustiça. Costumam se afastar dos médiuns que consideram de “moral fraca”.  Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral.  Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada. É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta. São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função. Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.

pretos-velhosPretos-Velhos De Obaluaiê: São simples em sua forma de incorporar e falar.  Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral. Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros. Agarram-se a seus “filhos” com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também.  Pois entendem que a correção é uma forma de amar. Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos.  Ou seja,  se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento. Como trabalha para Obaluaiê, e este é o “dono das almas”, esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos. Sua “visão” é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes.  Tanto pessoal como profissional e até espiritual. Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos. Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.

Pretos-Velhos De Iemanjá: São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade.  Sua fala é doce e meiga. Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares. Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar. Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.

Pretos-Velhos De Oxalá: São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos. Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos. Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.

Fontes de pesquisa e estudo:

* Sabedoria de Preto Velho – Pinheiro, Robson

* Livro dos Espíritos – Allan Kardec

* http://www.akcm.org.br/pai-joaquim.htmhttp://www.aevb.org/

* http://br.geocities.com/monazitica/pretosvelhos2.html

* Escravidão no Brasil, suapesquisa.com.br

Lamento de Negro…

Posted in Guias e Orixás, Mentores, Pretos-velhos at 3:34 am por carolyara

A ancestralidade na Umbanda

A ancestralidade na Umbanda

Sofri no eito,

sofri na senzala,

Quanta dô em meu peito!

Chorei, sofri,

Apanhei de todo jeito

De sofrer quase morri

Quanta dô em meu peito!

Suor, lágrimas, derramei,

De dor, de saudade, chorei,

Sob o sol, sob a chuva no eito.

Quanta dô em meu peito!

Veio a liberdade,

Ainda assim eu chorei,

De alegria é verdade.

A tristeza não deixei,

Negro assim, não tem jeito.

Quanta dô em meu peito!

Morto, ao mundo, voltei.

Ouço quixa e sofrimento

Em todos os terreiros.

Quanta dô em meu peito!

É o continuar do meu lamento!

(Decelso – Livro: O Rosário do Preto-velho)

Escolhi esse poeminha, porque ele traduz algumas coisas muito bacanas que aprendi com essa linha e, em especial, a Guia que acompanha as mulheres da minha família, desde antes de eu nascer: Vó Joaquina! O verdadeiro “Lamento de Negro” que essa corrente tão magnífica traz no bojo de sua energia não é aquele lamento que conhecemos. De mal dizer a vida, de distruibuir lamúrias infinitas. Essa é diferente… é uma lamentação que é forjada na luta, na resistência, na sobrevivência diária de nossas próprias ‘condenações’.

E não tem jeito. Todo mundo sofre, todo mundo chora, todo mundo sente muita dor no peito. Em algum momento da nossa vida, acho que temos esses momentos de padecer na pele, no couro e na carne o que é um açoite da vida. E o que é essa condição de escravos de nós mesmos.

Minha preta-velha diz que não baixa nos Ilês como Mãe Joaquinha, porque ao contrário de muitos escravos, ela morreu de velhice. Trabalhou como mucama em uma Casa Grande, dessas de Engenho Colonial, servindo a familia do “Sinhozinho” até 3ª geração. Fora os negrinhos da senzala que era sempre ela quem batizava. Dona de uma excelente cozinha, herdou da sua nação africana os conhecimentos de feituras, magia e mistérios. Ganhou sua liberdade já velinha… segundo ela depois dos 60 anos. E o engraçado é que, só depois de anos fui ligar isso com um fator histórico: ela, provavelmente, deve ter visto a abolição dos escravos. Deve ter sido daquelas escravas que trabalharam nas fazendas de café (já que minha família toda, por parte de mãe, descende de Minas Gerais). Por isso, ela de repente ela foi uma entre os muitos negros contemplados com a Lei do Sexagenário… uma passagem da História que – confesso – com 27 anos, eu já nem lembrava com tanta precisão assim.

Seja como for, nas palavras da própria Vó Joaquina, aquele foram tempos onde ela já era cativa da própria condição de vida dela. Ela ganhou a liberdade mas sua alma já era cativa. Ela ja não sabia mais viver sem estar ali, a cuidar da Casa Grande e, a noite, girar no gueto. E hoje, quando ela vê pessoas, cada vez mais, presas as suas próprias lamúrias, distante do Lamento de Negro, tudo o que mais vejo ela fazer é banhar seus assistidos em uma nova percepção dos seus dias, dos seus afazeres e do que elas andam fazendo com seus próprios Destinos, para que a repetição insana da escravidão cotidiana não as tornem cativas de suas próprias escoolhas. Seu trabalho vem sempre nessa linha de alforriar as pessoas, sempre que pode, para novos começos. Para o resgate do direito a ser livre, antes que a gaiola passe a coexistir entre as plumas de nossas asas. E assim, deixar que fique cada vez mais difícil o legítimo direito de ser livre para voar!

Que nesse último 13 de Maio… e ao longo de todos esses dias, até a próxima Festa de Pretos-velhos possamos refletir sobre isso. E retirar da experiência sábia vivida pelos pretos-velhos, um esteio onde aportar nossas próximas aspirações. Adorei as almas!!!

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